Matéria sobre Ovos Orgânicos Jornal O Diário | Ovos Filippsen
Granja Filippsen receberá visitantes para conhecer a produção de ovos
 
MORRO REUTER
AGranja Filippsen não para de investir em novas tecnologias, novos produtos e capacitação. Agora está trazendo novidades para Morro Reuter, entre elas um ambiente em Picada São Paulo onde receberá visitantes para conhecer sua produção de ovos orgânicos, espaço para workshops, cozinha, entre outros. “Queremos mostrar para as pessoas o que é produção caipira e o que é produção orgânica. A ideia é transformar aqui num espaço de experimentos para receber alunos, escolas, fazer treinamentos, manipular. Será um meio de trazer as pessoas para o interior e saber que o interior tem oportunidades. E montar parcerias. Mais adiante vamos ter horta orgânica nessa propriedade, usando o esterco das galinhas. Essa horta também será certificada”, destaca Celso Filippsen, um dos administradores da granja.
Essa é uma ideia que vem sendo trabalhada desde 2008. Ela veio mais forte com a parceria montada com uma empresa de São Paulo. Hoje são representantes deles dentro do Estado. “Em São Paulo eles já têm esse projeto com escolas. Ainda neste ano já pretendemos começar a receber visitantes. A Prefeitura está trabalhando em parceria. A gente precisa de pessoas acreditando no projeto”.
 
Pensando no futuro
Na granja o ovo convencional vai seguir sendo produzido da mesma maneira. “Não tem como parar de produzir o convencional para mudar para o orgânico. A estrutura foi toda pensada no convencional e vai continuar. Aqui deu para adaptar. Onde tinha 30 mil aves em produção, hoje com o orgânico vai ter 12 mil. A área externa precisa ser três vezes maior. A exigência é muito maior que o confinamento. A galinha de gaiola  produz normal, em escala, com qualidade, tudo certinho. Mas e daqui a 100 anos? Se a galinha perder a naturalidade, a origem dela? O bem-estar animal. As ONGs não querem que o bichinho perca sua natureza. Então temos que pensar nas próximas gerações. O que nós fizermos agora não vai refletir hoje ou amanhã. Temos que pensar num conceito de vida para o futuro. Daqui a 100 ou 200 anos. A gente não pode pensar só no ganhar, nos resultados. É preciso para manter a estrutura, mas é trazer as pessoas para ver que o mundo mudou muito”.
 
Matéria veiculada no dia 25/07/2018 - Caderno Dia do Colono - Jornal O Diário
Fotos by Rogério Savian